Número de Emergência 24h: Evite Soluções Inadequadas e Garanta Conformidade com ABNT 14725
Published November 28, 2025 Updated January 20, 2026Share
Atendimento 24h em emergências químicas: por que esse serviço importa
A revisão da ABNT NBR 14725, publicada em 2023, trouxe uma mudança relevante para todas as empresas que fabricam, importam, distribuem ou utilizam produtos químicos no Brasil: a obrigatoriedade de disponibilizar, na Ficha com Dados de Segurança (FDS), um número de contato para emergências ativo 24 horas por dia.
Na prática, isso significa que a empresa precisa garantir que, em caso de acidente ou exposição ao produto — seja na planta industrial, no transporte e ou no cliente final — exista um canal capaz de prestar informações técnicas imediatas sobre riscos, medidas de controle, primeiros socorros, combate a incêndio, derramamento e outras orientações críticas.
Para cumprir essa exigência, a empresa tem apenas duas alternativas:
Manter internamente uma operação de atendimento técnico 24/7
com profissionais treinados e acesso às FDS atualizadas; ou
Contratar um serviço especializado
em que a central de emergência recebe previamente os dados dos produtos da empresa e presta o suporte necessário quando um incidente ocorre.
A segunda opção é a realidade predominante no mercado global, por ser mais econômica, confiável e especialmente desenhada para atender emergências químicas de forma imediata.
O desafio do “sobreaviso”: por que manter uma operação interna 24h é mais caro do que parece
Um cenário comum entre empresas que optam por manter uma estrutura interna é deixar funcionários de sobreaviso, atendendo chamadas pelo celular, fora do horário de trabalho. Embora pareça uma solução simples, ela é significativamente mais cara do que contratar um serviço especializado.
Isso porque, para estar de acordo com a CLT (sigla que significa Consolidação das Leis do Trabalho), o colaborador deve receber 1/3 do valor da hora normal por cada hora de sobreaviso (detalhes aqui nesse link). Em uma jornada de 40 horas semanais, para garantir cobertura 24h todos os dias, é necessário que colaboradores permaneçam em 128 horas de sobreaviso por semana — além das 40 horas de trabalho cada um.
O resultado é que o custo desse modelo supera facilmente o equivalente a um salário mensal adicional, sem contar encargos, benefícios e reflexos trabalhistas que incidem sobre esse valor.
Ou seja: mesmo no cenário mais básico para montar uma operação interna 24h, a contratação de um serviço especializado de atendimento a emergências por telefone é muito mais econômica, simples e segura — e ainda garante conformidade total com a NBR 14725.
Transporte de produtos perigosos: como o número 24h também atende às exigências da ANTT
Diferentemente dos Estados Unidos — onde o Department of Transportation (DOT) exige por lei que o embarcador da carga disponibilize um telefone de emergência 24h — no Brasil, a ANTT não estabelece explicitamente a mesma obrigatoriedade.
Ainda assim, o Regulamento para o Transporte de Produtos Perigosos (Resoluções 5.232/2016 e 5.998/2022) determina que o embarcador deve garantir a disponibilidade de informações técnicas sobre o produto durante todo o transporte (detalhes aqui na Seção 2, Art 29 XII deste link), permitindo que transportadores e equipes de resposta ajam de forma correta e segura em caso de incidente.
Esse ponto permanece válido mesmo quando o transporte é totalmente terceirizado. A legislação brasileira deixa claro que existe responsabilidade compartilhada entre todos os envolvidos na cadeia logística — e não apenas da transportadora. A Resolução ANTT 5.998/2022 e o Decreto 96.044/1988 (Art 29 neste link) estabelecem responsabilidade solidária entre fabricante, embarcador, transportador, destinatário e contratante do transporte.
Nesse contexto, um serviço de resposta a emergências 24h se torna uma ferramenta essencial para cumprir essas obrigações. Ele resolve de forma prática o desafio da co-responsabilidade e do acesso imediato às informações técnicas: motoristas, transportadoras, equipes de resgate e órgãos públicos conseguem consultar rapidamente dados críticos do produto, reduzindo riscos e acelerando a tomada de decisão.
O risco de usar o número 193 como telefone de emergência
Um erro comum em muitas Fichas com Dados de Segurança (FDS) é listar o 193 — número do Corpo de Bombeiros — como telefone de contato de emergência.
Embora os bombeiros sejam acionados sempre que a situação exigir atendimento presencial, o 193 é um canal de acionamento operacional, não um serviço destinado a fornecer informações técnicas sobre produtos químicos. Ele não possui a função, nem a obrigação legal, de orientar por telefone sobre riscos, incompatibilidades, EPIs adequados ou métodos de contenção.
Para esclarecer esse ponto, entramos em contato com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo e conversamos com a porta-voz, Tenente PM Olivia Perrone Cazo. A orientação foi clara:
“O 193 é um telefone para acionamento de viatura, não é um telefone de informação. A partir do momento que você discou 193 e passou o endereço e a situação, uma viatura será deslocada para o local. Não é função do Corpo de Bombeiros fornecer informações sobre produtos perigosos por telefone.”
Outro ponto importante destacado pela Tenente durante a conversa:
“O que mais nos ajuda [em garantir uma intervenção segura e eficaz] são as informações. Os produtos perigosos são uma gama gigantesca… por mais que você tenha muitos anos de serviço, você com certeza nunca vai ter lidado com todos os tipos. Então, quando a gente chega no local, nós estamos prontos para nos expor ao risco e preparados para isso. Quanto mais informações recebermos, será melhor para expor menos o nosso bombeiro ao risco e também conseguir sanar mais rápido aquele problema.”
Ou seja, durante uma emergência real, como o próprio Corpo de Bombeiros reforça, o acesso rápido a informações técnicas do produto perigoso e do fabricante é fundamental para tomar decisões críticas. Por isso, um serviço especializado de emergência 24h complementa o trabalho dos bombeiros, fornecendo suporte técnico imediato quando surgem dúvidas sobre os riscos envolvidos e as próximas ações no local.
Hazmat Line: suporte global agora ampliado no Brasil
A Hazmat Line, empresa global especializada em resposta a emergências com produtos periogos por telefone, está ampliando suas operações no Brasil para apoiar fabricantes, importadores, distribuidores, transportadores e usuários de produtos perigosos a cumprir a legislação e fortalecer seus programas de Product Stewardship.
A central opera 24 horas, com especialistas treinados, nativos em português, acesso às FDS dos clientes e protocolos internacionais de atendimento a incidentes. A empresa oferece planos domésticos, internacionais e pacotes com atendimento toxicológico, garantindo suporte técnico completo para diferentes perfis e necessidades operacionais.
Para mais informações clique aqui.